A importância da exposição de frango para não perder venda

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A falta de organização nas gôndolas de supermercados, principalmente na categoria de frango congelado e resfriado, tem influenciado na queda das vendas em muitos supermercados. Essa informação foi publicada pela pesquisa encomendada pela Seara a Kantar Worldpanel. Ainda segundo a análise, 73% dos shoppers têm o produto descrito na lista e, muitas vezes, não fazem a compra por não localizarem o item.

Com a falta de comunicação nas gôndolas, o shopper acaba gastando 1,30 minutos para encontrar o produto que deseja, enquanto na escolha de itens essenciais, como o açúcar, o cliente leva apenas 45 segundos. Esse cenário pode ser melhorado com o investimento de materiais de PDV e de exposição, conforme a árvore de decisão – conjunto de fatores que descreve o processo mental de escolha de um produto. A conclusão da pesquisa para esse ponto é que é preciso entender como a categoria está dividida. No Brasil, 30% do consumo em volume é de frango inteiro (com ou sem miúdos), 20% de coxa e sobrecoxa, e 20% de peito de frango. Os demais 30% estão divididos entre outras partes.

Também é importante entender as diferenças regionais. O estudo da Kantar Worldpanel indicou, por exemplo, que o nordestino prefere o animal inteiro, pois as famílias são mais numerosas. Já os consumidores do Sul preferem coxa e sobrecoxa. Também gostam da sambiquira (ponta do rabo do frango). Já o peito tem mais saída no Rio de Janeiro, enquanto em São Paulo há um mix de diversas versões. Em geral, no País a preferência é por frangos de dois quilos. Além disso, há algumas partes que o brasileiro não gosta muito, como o pé, considerado uma iguaria em países como a China. O mesmo acontece com os miúdos.

Quanto ao critério de escolha do consumidor no momento da compra, a pesquisa apontou que ela acontece na seguinte ordem: corte, preparo (assar, fazer um ensopado, etc.), preço e marca.

Números do mercado

O mercado brasileiro de aves movimenta cerca 13 milhões de toneladas anuais, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal. Entretanto, o crescimento de vendas é pequeno, de apenas 3% no último ano.

Fonte: Supermercado Moderno