Alimento seguro

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Os escândalos sobre a qualidade da carne brasileira poderão causar prejuízos anuais de até US$ 1,5 bilhão nas exportações do país, de acordo com o Mistério da Agricultura. Entre 2007 e 2014 foram notificados ao Ministério da Saúde 450 surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA), causados pela bactéria salmonela, com a contaminação de mais de 13 mil pessoas. Essas e outras repercussões sobre alimentos contaminados são destaques frequentes na mídia e preocupação constante de governos, empresas e consumidores.

Fato é que a falta de cuidado na manipulação dos alimentos e processos incorretos de congelamento, armazenamento, higienização pessoal ou do próprio ambiente de produção podem gerar sérias consequências para a população e também para os negócios.

Ao reduzir a incidência de contaminação nos alimentos, os pequenos negócios ampliam suas oportunidades de atuação no mercado.  Pensando nisso, o Sebrae Minas selecionou algumas orientações sobre o que adotar ou abolir em um negócio que comercializa e manipula alimentos. Confira também os prejuízos que a falta dessas boas práticas pode causar à empresa.

O que deve ser feito

  • Armazenar ingredientes e embalagens em locais apropriados (avaliar condições, validade, higienização, trincas, furos), garantindo as características originais (temperatura, procedência do produto e transporte).
  • Utilizar práticas adequadas de higiene pessoal na manipulação dos alimentos, como roupas protetoras, luvas e toucas, entre outros acessórios.
  • Higienizar as mãos no início das atividades de manipulação dos alimentos, imediatamente após usar o banheiro, depois de manusear produtos crus ou outro produto contaminado e antes de trabalhar com produtos cozidos.
  • Armazenar adequadamente os resíduos e lixos. Usar lixeiras próprias para a área de produção – que tenha pedal (sem acesso às mãos) e acionamento de tampa.
  • Verificar se a água usada na preparação dos alimentos é potável.
  • Cozinhar bem o alimento e higienizar corretamente frutas, legumes e verduras.
  • Colaboradores com problemas de saúde (infecções e lesões) devem ser afastados da área de manipulação para evitar contaminação.
  • Controlar o acesso de visitantes às áreas de produção.
  • Manter a área de produção e acessos sempre limpos, secos, sem água parada ou sujeira nos cantos dos equipamentos, ralos, chão e pias. Ralos devem ser sempre fechados e vedados.
  • Colocar vedações nas portas.

O que não deve ser feito:

  • Fumar, mastigar ou comer, espirrar ou tossir sobre o alimento não protegido.
  • Usar bijuterias, relógios e joias ou manusear artigos de uso pessoal e roupas utilizadas em vias públicas na área de manipulação.
  • Manipular dinheiro e atender o telefone.
  • Chupar balas, comer, tomar café, mascar chiclete, palito, fósforo ou similares.
  • Experimentar alimentos diretamente das mãos ou prová-los em talheres ou outros utensílios e colocá-los novamente no recipiente com comida, sem primeiro higienizá-los.
  • Experimentar alimentos diretamente das mãos ou prová-los em talheres ou outros utensílios e colocá-los novamente no recipiente com comida.
  • Levar caixas de papelão ou madeira para o depósito ou despensa, pois elas atraem pragas.

Consequências da manipulação inadequada

  • Clientes passam a não confiar mais na qualidade do produto.
  • Prejuízo pela perda do produto.
  • Perda de credibilidade com eventuais divulgações na mídia sobre alimentos contaminados.
  • Aumento de custos com processos, multas e indenizações.
  • Custos com clientes contaminados por alimentos.
  • Em casos extremos, fechamento do negócio.

Matéria extraído do site do Sebrae.