Indústria cervejeira do Brasil fatura R$ 70 bilhões por ano

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Em 2016, uma pesquisa feita com dados de 2011, pelo Barth-Haas Group, empresa de produtos e serviços relacionados ao lúpulo, apontou que o Brasil foi o terceiro produtor mundial de cerveja, com 13,3 bilhões de litros. Perdeu só para a campeã China, com seus 48,9 bilhões, e para os Estados Unidos, com 22,5 bilhões.

No que se refere ao consumo, o Brasil ocupava a 15ª posição naquele ano, com uma média per capita anual de 62 litros. O primeiro colocado era a República Tcheca, com 143 litros, seguido pela Alemanha, com 107, Irlanda, com 94, e Polônia, com 89.

Já dados da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) apontam que o setor cervejeiro é um dos mais relevantes para a economia nacional, com investimentos de R$ 20 bilhões entre 2011 e 2014 e faturamento de R$ 70 bilhões ao ano, representando 1,6% do PIB, R$ 27 bilhões em salários, R$ 21 bilhões em impostos e 2,2 milhões de empregos. Atualmente há 50 fábricas que, juntas, produzem 14,1 bilhões de litros todos os anos.

O alcance também é impressionante. A produção envolve mais de 11 mil famílias do campo, 17 mil hectares, 1,2 milhão de pontos de venda e atendimento a mais de 99% dos lares nacionais.

Neste cenário promissor, com uma produção de cerca de 2 milhões de litros por mês e faturamento anual de R$ 90 milhões, um bom exemplo é cervejaria Germânia. Fundada em 1991, atua no segmento de chope e cerveja e até hoje seus produtos eram distribuídos exclusivamente na rede Lig Chopp Germânia, focada em delivery e que conta com mais de 150 lojas espalhadas pelos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.

Estudos do instituto Kantar Worldpanel mostram que o consumo fora de casa concentra a maior parte do valor gasto com cervejas, mas que o de dentro não pode ser desconsiderado, já que envolve maior frequência de compra e maior penetração.

Agora, porém, a Germânia iniciou um grande projeto de expansão por meio de parcerias com grandes distribuidores e de reposicionamento da marca, com investimentos da ordem de R$ 4 milhões. Além disso, aumentou a variedade de produtos para além do famoso chope, com latas de cerveja, garrafas long neck, garrafas de 600 ml, growlers e garrafas de vidro e de plástico, para que o consumidor possa enchê-las com o seu chope favorito e levar para casa.