Portugueses criam novo uso para a batata

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Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Aveiro desenvolveu um bioplástico para a indústria alimentar, a partir de batata, que promove uma melhor conservação dos alimentos, anunciou a instituição.

O bioplástico resulta de um trabalho de colaboração entre os departamentos de Química e de Engenharia de Materiais e Cerâmica, e é desenvolvido exclusivamente a partir da batata, com o objetivo de substituir o plástico sintético na embalagem de alimentos que permite uma melhor conservação dos produtos alimentares, quando comparado com os plásticos tradicionais.

Produzidas à base de amido, um dos hidratos de carbono presentes nas batatas e cujas propriedades permitem obter películas transparentes, resistentes à ruptura, inodoras e sem sabor, as bioembalagens produzidas em Aveiro são também uma barreira eficaz entre o alimento e o exterior.

Idalina Gonçalves, pesquisadora do projeto ressalta “as boas propriedades de barreira, nomeadamente ao oxigênio e ao vapor de água, dos filmes de amido, quando comparados com os materiais sintéticos”.

Na perspectiva da pesquisa científica está também a possibilidade da embalagem bioplástica poder fornecer informações relevantes aos consumidores. No laboratório os químicos preparam-se para adicionar às películas já desenvolvidas moléculas capazes de detectar a degradação dos alimentos, sensores de umidade e de temperatura.

“Um dos nossos objetivos é, por exemplo, desenvolver materiais colorimétricos que respondem às alterações das propriedades físico-químicas dos alimentos (como indicadores de tempo, temperatura, pH ou frescor), permitindo ao consumidor uma avaliação da qualidade dos seus alimentos”, explica Gonçalves.

(Fonte: Lusa Sol, 15 de outubro de 2015)

Matéria extraída na íntegra do site da ABRE – Associação Brasileira de Embalagem.