Queijos artesanais podem ganhar selo geográfico

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está trabalhando para ampliar o número de regiões produtoras de queijos artesanais com registro de Indicação Geográfica. Além das áreas do Serro e da Canastra, ambas em Minas Gerais e que já receberam tal identificação, o ministério identificou outras 16 áreas de produção de queijos artesanais de leite cru no País com maturação menor que 60 dias que podem ganhar esse registro.

A Identificação Geográfica agrega valor ao produto, o que possibilita ao setor aumentar a geração de renda e de emprego. Além disso, ela pode ser considerada um reconhecimento da notoriedade, reputação, valor intrínseco e identidade do produto, o que ajudará a proteger seu nome geográfico e distingui-lo de similares disponíveis no mercado.

Entre essas áreas detectadas pelo ministério estão o Cerrado Mineiro, a Serra do Salitre e Araxá, todas em Minas Gerais, o Arquipélago do Marajó (PA), o Agreste Pernambucano (PE), o Seridó (RN), a região Serrana (RS e SC) e a região do Jaguaribe (CE).

Essas regiões possuem em comum o envolvimento de grande quantidade de pequenos e médios produtores, que desempenham um importante papel social e econômico. Como a maior parte da produção é informal, o ministério tem atuado para promover o desenvolvimento nessas regiões e o reconhecimento dos produtos.

Para isso, consultores visitaram essas áreas, levantando informações sobre as regiões e os queijos produzidos e identificando os agentes da cadeia produtiva (fornecedores de insumos/serviços, produtores, processadores e distribuidores), técnicos, governança local, secretarias de turismo e academia. Além disso, promoveram eventos para sensibilizar as comunidades locais e demais envolvidos na cadeia produtiva desses queijos artesanais.

Matéria extraída do site Leite e Derivados.