Vendas de alimentos saudáveis sobem 5% em 2014

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As vendas de produtos industrializados com apelo à saúde registraram um aumento de 5,1% em volume de vendas no ano passado, enquanto a média geral ficou em 3,7%. Os dados são de levantamento da consultoria Nielsen. De acordo com a pesquisa, o maior percentual de crescimento de saudáveis está na mercearia salgada, com alta de 13% em volume, enquanto o total desse departamento ficou em 2,9%. Também se destacam as bebidas não alcóolicas, com aumento de 7,6% dos itens com apelo à saudabilidade. Nos demais produtos dessa seção, o crescimento médio foi de 3,6%.

Para a consultora Simone Terra, a população está vivendo mais e quer envelhecer de forma saudável e jovial. “A busca por esses alimentos está enraizada em uma mudança de comportamento. Não é passageiro”, diz a especialista. Para se ter uma ideia, o estudo da Nielsen apontou que 32% dos brasileiros afirmam que saúde e qualidade de vida são suas maiores preocupações. Ou seja, tudo indica que ainda há potencial de crescimento para esses produtos no mercado nacional.

Ainda conforme a pesquisa da Nielsen, os alimentos saudáveis custam, em média, 63% mais. Apesar disso, quando o produto é considerado essencial, o consumidor não tira do carrinho por mais difícil que esteja a sua situação. Em pães, por exemplo, ele chega a desembolsar cerca de 77% mais pelos itens saudáveis. Luiz Eduardo Borges, diretor de gerenciamento por categoria da consultoria ToolboxTM, acredita que se o supermercadista praticasse preços parecidos com os das versões normais poderia ganhar mais elevando o giro dos itens com apelo à saúde.

O estudo da Nielsen também aponta que os alimentos saudáveis ainda são mais consumidos nas classes A e B, que representam 56% das vendas. A consultora Simone Terra lembra, contudo, que lojas que atendem público de menor poder aquisitivo também podem se beneficiar da presença de itens saudáveis no sortimento. “Nesse caso, o varejista pode incluir uma linha de produto saudável mais em conta, pois cada vez mais a classe C também se sente atraída por esses itens”, afirma ela. Entre as regiões do País, o destaque é o interior de São Paulo e o Sul do país, com participação de 17% e 18% no consumo desses produtos, respectivamente. Isso acontece principalmente pela renda capita acima da média.

Fabricantes vendem mais
Fabricante de produtos orgânicos e integrais, a Jasmine registra crescimento médio de 20% ao ano em suas vendas. Em sua linha de produtos constam biscoitos, papinhas e grãos. No ano passado, a indústria foi comprada pela francesa Nutrition et Santé, subsidiária da farmacêutica Otsuka, do Japão. O aporte financeiro vitaminou os planos para este ano. A Jasmine pretende lançar mais dez linhas de produtos e inaugurar outra fábrica em Campina Grande do Sul, na região de Curitiba.

Já a Yoki, que pertence a General Mills desde 2012, conta com a linha Mais Vita, que tem vasto portfólio de produtos saudáveis, como a farinha de trigo integral, arroz integral e aveia integral prensada. Segundo a companhia, as três opções são comercializadas no Brasil todo. A empresa também possui alimentos naturais como fibra de trigo, cevadinha em grão, açúcar mascavo, linhaça, soja em grão, proteína texturizada de soja, farinha de aveia, feijão azuki e quinoa em grão.

Outra que investe no segmento é a Vitao Alimentos. Desde 1991, quando criou a primeira linha de biscoitos integrais, assumiu a missão de inovar o mercado de alimentos saudáveis, funcionais ricos em fibras e em nutrientes naturais.

Como se vê, há boas oportunidades para incluir itens com apelo à saúde no mix. O primeiro passo é fazer uma pesquisa com os clientes para confirmar se existe demanda e por quais tipos de produtos. A etapa seguinte é ver como abrir espaço em gôndola e partir para a negociação com os fornecedores.

Matéria extraída do site da revista Supermercado Moderno.